Para o exercício final da disciplina tivemos como inspiração o trabalho do fotógrafo norte americano Lewis Baltz. Suas imagens demonstram que toda construção tem seu factor artístico, apresentando pormenores que a maioria das pessoas não vê, embora estejam presentes. A perspectiva não é comum, pois a maioria de suas imagens são fotografadas na posição frontal, com fachadas, portas e janelas. Suas fotografias são em preto e branco, com formas geométricas e contrastes, assemelhando-se a pinturas abstractas. Não há figuras humanas, as imagens são inanimadas e silenciosas. Para perceber a obra de Lewis Baltz, é preciso enxergar além do que se vê.
Nossas imagens foram feitas na cidade do Porto. A cidade é famosa pelas residências antigas no Centro e na Ribeira, porém buscamos um novo olhar sobre as construções desconhecidas e seus pormenores. Procuramos, também, conectar essa arquitectura ordinária com as obras do arquitecto Álvaro Siza. Nesse ponto, não estamos a falar sobre a qualidade das arquitecturas, e sim do silêncio e da simplicidade das formas que ambas apresentam. Quisemos colocar no mesmo nível obras de Siza e arquitecturas anônimas da cidade, para mostrar o poder que a fotografia tem de assemelhar elementos que na realidade são bastante distintos.
Nossas imagens foram feitas na cidade do Porto. A cidade é famosa pelas residências antigas no Centro e na Ribeira, porém buscamos um novo olhar sobre as construções desconhecidas e seus pormenores. Procuramos, também, conectar essa arquitectura ordinária com as obras do arquitecto Álvaro Siza. Nesse ponto, não estamos a falar sobre a qualidade das arquitecturas, e sim do silêncio e da simplicidade das formas que ambas apresentam. Quisemos colocar no mesmo nível obras de Siza e arquitecturas anônimas da cidade, para mostrar o poder que a fotografia tem de assemelhar elementos que na realidade são bastante distintos.
"Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores."
20.04.1919 Alberto Caeiro
















Meu trabalho individual tem como princípio a imagem plana e geométrica, como fizemos no trabalho em grupo. Porém, quis afastar-me da imagem bidimensional através do estudo da influência das sombras na compreensão do espaço tridimensional. Acredito que, através das sombras, podemos perceber o entorno da fotografia, pois estas são as marcas que o sol desenha sobre as superfícies dos edifícios.
Escolhi manter as cores porque as considero importantes na imagem do espaço público da cidade. As cores ajudam na compreensão do espaço, enchem a imagem de vida e distraem-nos do silêncio, mas trazendo-nos de volta com os pés no chão.
Escolhi manter as cores porque as considero importantes na imagem do espaço público da cidade. As cores ajudam na compreensão do espaço, enchem a imagem de vida e distraem-nos do silêncio, mas trazendo-nos de volta com os pés no chão.
Silvia Savoldi







As Lewis Baltz’s work is focused on the counter-aesthetic of a photography, searching beauty in desolation, destructiona and simplicity. Baltz’s images describe the architecture of the human landscape. His pictures are the reflection of control, the power, and influenced by and over human beings. Contrast and geometry are important in in these minimalistic photographs, but what marks them as uniform is Baltz’s attention to surface texture and lifeless subject matter. He captured the anonymity and the relationships between inhabitation, settlement, and anonymity in a public space.These two photos are reference of my individual work. I tried to captured the typical element of a public spaces in Porto - the old demaged houses. The important things are contrast, geometry and lonelyness as in Baltz’s photos, but I’m adding a new layer - feeling of history. The different materials(bricks, azulejos, wood, plaster, concrete) and colours in composition of these images are telling the story of the house’s lifes. There are points of born, life, loneliness, oblivion and death. By the desaturation of colors I want evoke the atmosphere of silence meditation. And this reminds me the dialogue from film - Year of the Devil(2002):
Q : What is difficult?
A : It’s hard to stop speaking. I couldn’t do it.
Q : Why should one stop speaking?
A : To hear melodies in the people around us.
Q : The melodies people sing?
A : When you are near people you can hear the melodies they give off. They rise out of them almost like an aroma. If you stop speaking you’ll hear your own melody.
Přemysl Jurák





The final work is inspired by the work of Lewis Baltz, which is focused on reflection of modern times. His minimalistic pictures give the impression of abstract painting and because of that we have to think about photographers vision which is hidden underneath.In my individual work I tryed to capture the enviroment of ordinary houses, factories and industrial objects.Although Porto is known for the old houses in downtown, I found some interesting points of view to demonstrate simple form in photography. These photos should impress like a game of dark and light parts, which have to be in perfect consonance. There are shown ordinary things around us on the pictures, but when we look at them in this special relationship it forces us to think. Lewis Baltz usually made balanced compositions of black and white. The contrast and geometry are important elements on this pictures. I decided to use colorfull photos to make the same effect. The blue color is connectig all mine photos, so it gives the impression of unity. His work show us the beauty of ordinary objects, which we meet all the time but there are no people on pictures. We could find only some signs of life. For example titles on the walls, destructions etc. The other point of view is using grids and structures. Porto is full of houses with structured fasades, doors and windows. But to follow the simple form in photography I had to find applicable industrial objects and before taking picture think about the whole composition.The beauty could be found everywhere. It reflects this famous quote:
"Everything has beauty, but not everyone sees it."
Confucius
Tereza Sedlarova






Para o exercício final da disciplina, quis criar um relato de como vejo a cidade do Porto. Minhas imagens são, como as que fizemos em grupo, sobre janelas da cidade. Entretanto, decidi fazê-las em cores pois para mim essa é uma característica muito marcante na cidade, é a maneira como a vejo: colorida, ensolarada e cheia de vida. As fotografias que fiz são imagens não-silenciosas, pode-se perceber a presença humana nas construções, vê-se a vida cotidiana da população através de suas janelas. Com o relato fotográfico, quis questionar o quão privadas são as ruas, uma vez que a personalidade dos moradores está exposta nas fachadas, suas preferências, seus costumes.Esses elementos modificam o espaço público, dão personalidade às ruas. Ao mesmo tempo, quis questionar o quão públicas são essas residências, expondo varais sobre os passeios, abrindo suas janelas para o olhar exterior, perdendo a privacidade, tornando pública a vida privada.
Flávia Magalhães de Oliveira


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